5 dicas essenciais Google Analytics para web designers


É preciso mais que talento nato para se tornar um grande web designer. O que realmente se destaca na formação de um profissional desta área é uma compreensão intuitiva de como elaborar uma experiência envolvente e utilizável. É ver o cenário como um todo, ter a capacidade de pensar como um consumidor, sempre lembrando que um site deve cumprir a sua finalidade comercial.

E quando se trata do comportamento on?line dos clientes, o Google Analytics é uma fonte inestimável. Por isso, listamos cinco tópicos essenciais para qualquer web designer:

1. Chame a atenção
A partir do momento em que o usuário acessa um site, o design tem aproximadamente dois segundos para criar uma primeira impressão, e as primeiras impressões contam. Motive-os com a promessa de uma experiência fácil e agradável e eles permanecerão. Entedie, irrite ou faça parecer que a navegação será um trabalho difícil, e os usuários fugirão para sempre.

A “Taxa de rejeição” mensurada no Google Analytics (Conteúdo> Conteúdo do Site> Páginas) é uma medida fundamental das primeiras impressões. Apresenta quantas pessoas deixaram uma página sem clicar em um único link. A alta taxa de rejeição significa que o design (e/ou o conteúdo) não é envolvente. Veja os números de todas as páginas importantes em um site e descubra quais precisam melhorar. Teste diferentes estilos e monitore a mudança.

Confira Conteúdo > Google Analytics na página para uma sobreposição visual de como as pessoas estão interagindo com o design do site.

A consistência dos elementos visíveis no site antes de descer a barra de rolagem são cruciais para desencadear um envolvimento positivo. O cabeçalho, o menu principal e tudo o que aparece no canto superior esquerdo da página têm maior impacto. Faça eles serem relevantes. Projete estas áreas com estilo e originalidade, mas mantendo elementos familiares ao usuário.

2. Chegada feliz
A página inicial de um site é importante de diversas maneiras, mas é um grande erro pensar nela como o ponto de partida para cada experiência do cliente. Normalmente, menos de 40% dos visitantes entram em um site na página inicial. Assim, otimizar o valor de engajamento de todas as outras principais páginas de acesso ao site é essencial.

Qualquer página pode ser uma página de acesso ao site, não apenas aquelas no nível superior de navegação de um site ou aqueles criados especificamente para campanhas individuais.

Para saber quais páginas são a prioridade usando o Google Analytics, olhe em Conteúdo> Conteúdo do Site > Páginas de destino e compare o volume de visitas, tempo no local e taxa de rejeição para identificar o que está funcionando e o que não está. Pense objetivamente sobre quais diferenças de design existem entre as páginas mais efetivas e não tão efetivas. Teste e refine suas teorias.

3. Os Resultados
Se o design não ajuda um site a alcançar o seu objetivo comercial, então, o negócio vai sofrer e sua reputação vai ser afetada também. É de seu interesse criar um caminho de conversão o mais simplificado, intuitivo e agradável possível para seus clientes.

Se um site está vendendo produtos, gerando oportunidades de negócio, reservas ou oferecendo downloads, a otimização de conversão é a sua principal prioridade. Da perspectiva do design visual, menos pode muitas vezes ser mais.

O Google Analytics fornece dois tipos de conhecimento sobre o desempenho comercial na aba “conversões”. “Metas” são objetivos não financeiros como o preenchimento de um formulário. Em “Comércio eletrônico”, as conversões se relacionam a realmente vender algo.

Foque nos maiores “funis” para as metas e as transações comerciais e olhe para as exceções. Quais páginas que estágios da navegação estão funcionando especialmente bem ou especialmente mal? Onde estão os clientes que pulam fora do funil? Aprenda com as páginas de sucesso para melhorar as outras. Foque no máximo de funis para as metas e as transações de comércio eletrônico e olhe para as exceções. Quais páginas, que estágios da jornada, estão trabalhando especialmente bem ou especialmente mal. Onde estão os clientes que transbordam do funil? Aprenda com as páginas de sucesso para melhorar os outros.

4. Igualdade de oportunidades
Pense sobre o último site que você projetou. Quantas pessoas visitaram a partir de um dispositivo móvel? Como foram suas experiências e performances comparados a visitantes que utilizam computadores ou notebooks?

Procure em Publico-Alvo > Celular > Dispositivos no Google Analytics e tudo ficará claro.

Você provavelmente vai descobrir que bem mais de 10% das visitas foram através de smartphones e tablets. Essa é uma proporção considerável (e cada vez maior) de consumo de conteúdo através de dispositivos móveis e seu projeto de design precisa estar preparado para isso.

Lembre- se da taxa de desistência, tempo no site e o número de páginas visualizadas por visita. Em seguida, compare com os dados para os visitantes móveis. Você pode se surpreender com o que vai encontrar.

Também é importante não pensar em mobile como um único meio genérico. É preciso olhar para as diferenças de comportamento entre usuários de iPad e de iPhone. Você provavelmente verá que os visitantes com iPad ficam mais tempo mais, olham mais páginas e desistem menos de visitar o site.

Se você está envolvido (ou quer estar) com design de aplicativos para celular, esse tipo de percepção será muito útil.

5. Dividir para conquistar
Fazer comparações entre diferentes tipos de visitantes é talvez o recurso mais poderoso do Google Analytics. É a arte de “segmentação” e pode orientar a sua criatividade mais do que qualquer outra coisa.

Assim como no caso de visitantes de dispositivos móveis, a segmentação permite que você compare coisas como novos visitantes versus visitantes que retornaram, ou busca orgânica versus indicações de outros sites. Eles são todos importantes, mas onde a segmentação pode realmente ajudar é em “Segmentos personalizados”.

Relatórios do Google Analytics podem ser filtrados em até quatro segmentos por vez. Clique no botão “Segmentos Avançados” na parte superior de qualquer relatório, e então no botão “Novo Segmento Personalizado” à direita.

Por exemplo, você pode querer investigar as interações na página de destino de visitantes provenientes do Facebook e outros canais sociais e comparar visitantes vindos de sites de busca. Você poderia definir um segmento personalizado para visitantes vindos de redes sociais e, em seguida, filtrar os relatórios página de destino para obter uma melhor compreensão do comportamento dos visitantes.

Conclusão
A análise de dados é uma área desconhecida para a maioria dos web designers, mas para aqueles que podem expandir sua zona de conforto para aprender novas habilidades e obter uma perspectiva mais objetiva sobre a forma de como os seus designs são consumidos, o retorno profissional pode ser enorme.

Certifique-se que você possa ter acesso ao Google Analytics em todos os sites em que trabalha. Absorva tudo o que puder. Descubra as tendências e as exceções.

Estude as lições passo-a-passo de vídeo fornecido pelo Google e faça o exame de certificação oficial de sua expertise recém descoberta (que fica bem em seu currículo também). Acima de tudo, seja proativo. Use as informações do Google Analytics de uma forma criativa para produzir projetos mais eficazes e se tornar um web designer melhor.

Fonte: http://www.netmagazine.com. Tradução livre: “Five essential Google Analytics tips for web designers”.

Caterine Greif

Caterine Greif

Coordenadora de Marketing em KingHost
Entusiasta de Agile Marketing, é formada em Relações Públicas pela PUCRS, possui especialização em Marketing Digital pela ESPM e MBA em Gestão de Projetos pela USP. Com certificação em AdWords e Analytics pelo Google e Inbound Marketing pela Hubspot, possui 10 anos de experiência em comunicação e marketing digital.
Caterine Greif

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