E-commerce de moda cresce no Brasil


Colaborador: Bruno Tonetto | Analista de Marketing Online da KingHost

A categoria de Moda e Acessórios está apresentando um excelente crescimento no cenário de e-commerce. Em 2009, representava 2% do faturamento total do e-commerce brasileiro, embora tenha fechado o ano de 2012 representando mais de 12%. Desta forma, isto fez com que a categoria saltasse da 16º colocação para a 3º em apenas três anos, ficando atrás somente de eletrodomésticos, que segue liderando, e produtos de saúde, beleza e medicamentos, ambos com 13% de representatividade cada. Prova disto é a estimativa que relata a Netshoes e Dafiti faturando mais de um bilhão de reais no ano de 2012.

Tal cenário configura-se talvez pelo grande número de novos e-consumidores em nosso país. Segundo a 26ª edição do estudo Webshoppers, no início de 2012, cerca de 5.6 milhões de brasileiros realizaram sua primeira compra online. Com um cenário tão favorável, a indústria da moda está com um panorama extremamente receptivo ao seu segmento.

Uma forte tendência para o mercado de e-commerce de moda é a venda multicanal. Cada vez mais varejistas investem em diferentes canais para comercializar os produtos, seja por meio de lojas físicas, virtuais, lookbooks, redes sociais, entre outros. Sejam quais forem os meios, eles trazem mais resultados quando se completam.

Prova disso foi uma pesquisa desenvolvida pela GSI Commerce que revelou que 64% dos consumidores disseram consultar um e-commerce antes de comprar nas lojas físicas. Para sair na vantagem diante da crescente concorrência, os varejistas de moda precisam investir em diferenciais para atrair clientes. Diante dos desafios desse mercado em expansão, a Profite, empresa focada em soluções para e-commerce, afirma ter desenvolvido recursos para mais de 30 clientes voltados para o segmento de moda e acessórios que integram os canais para deixar os consumidores mais engajados e aumentar as vendas.

A TVZ, grife de moda feminina, também tem loja virtual de olho na popularidade do mercado on-line de moda. Foram necessários apenas três meses para que toda a estrutura de vendas na internet já estivesse pronta, inclusive com a solução de entrega para todo o Brasil. A implantação, segundo a empresa, é uma estratégia de reposicionamento da marca. A aposta é que a loja virtual se torne líder de vendas da companhia. Para tanto, o ambiente conta com layout clean, com imagens das peças em still e, também no corpo da modelo. Além disso, as consumidoras também contam com outras sugestões, que aparecem disponíveis abaixo da peça escolhida.

A OQVestir, loja virtual que atua no segmento de moda, lançou um novo produto que promete mudar a forma como a marca se relaciona e vende para seu consumidor. A novidade se trata de uma e-magazine, que além de trazer dicas e editoriais elaborados por uma equipe especializada em moda e lifestyle, possibilita a compra de itens da marca por meio de tablets ou computadores. A curadoria de moda do OQVestir é reforçada pelo olhar editorial da revista, que propõe looks autorais e apresenta de forma clara, porém criativa, as apostas do e-commerce para a próxima temporada.

E como vender pela internet um produto que está diretamente ligado a diferentes tamanhos e medidas? Grandes lojas como a Marisa, por exemplo, contam com um sistema de medidas virtual, em que o cliente pode medir o seu corpo e receber sugestões do tamanho das peças indicadas. No mercado de tênis os tamanhos são mundiais, o que ajuda bastante na hora da venda. No caso de marcas mais conhecidas, como a Ellus ou a Nike que aparecem em vários sites multimarcas, os tamanhos também já são conhecidos pelos clientes. A padronização dos tamanhos é tão importante para os consumidores quanto à forma como os produtos são apresentados nos sites.

Outro ponto importante é a forma de como apresentar os produtos aos consumidores, dentro da ideia de “vitrine” está a própria programação do site. Segundo Roni Cunha Bueno, diretor de marketing da Netshoes, a loja usa uma plataforma que reconhece o comportamento do visitante. “O torcedor de um time, por exemplo, não encontrará os produtos do seu rival. Há um direcionamento para cada cliente. O comércio eletrônico não pode ser tratado como varejo tradicional, ele agrega outras experiências”, comenta Bueno.

Além disso, a segmentação é ponto de atenção para quem busca se diferenciar e ter um espaço no mercado. O site Camiseteria é uma loja que se especificou na customização de camisetas para o seu público. Assim como o site de camisetas, a Marcyn não tem uma loja física e conta apenas com a plataforma online para suas vendas. O gerente de marketing da loja, Rafael Bluvol, explica que o fato dela ter se focado em um tipo de produto foi mais importante para seu crescimento que as marcas escolhidas. Enquanto o e-commerce brasileiro cresceu 25% em 2011, como mostrou a pesquisa WebShoppers, a Marcyn teve crescimento de 40% e a camiseteria de 36% no mesmo período.

O mercado de moda está cada dia a mais apontando para um grande crescimento no e-commerce. O histórico de seu crescimento em nosso País é prova disto, cabe ao mercado entender o comportamento do consumidor e otimizar as ações online.

 

Bruno TonettoTonetto participará do evento Moda Insights, realizado pelo curso de Moda da Universidade Feevale, com a palestra “O que você quer vestir hoje? A compra online no ambiente fashion”. O nosso analista de marketing estará presente no encontro especial para convidados e imprensa que acontece amanhã, dia 14. Você pode ficar ligado no evento através das nossas redes sociais!

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