KingHost na Developers Week de Belo Horizonte


Em três dias de evento basicamente direcionado para desenvolvedores, foi incrível perceber  como tantos outros assuntos estão sendo incorporados na vida desse profissional, que hoje se envolve em processos de marketing digital, conteúdo, relacionamento com o cliente, experiência do usuário… Muito se falou sobre o futuro, inteligência artificial e tendências, mas uma das frases marcantes do evento foi dita por Marlos Carmo, co-founder da Zubb: “Eu também acredito que Java Script seja o futuro, mas um desenvolvedor bom mesmo, é aquele que está preparado pra isso e muito mais!”

Sobre o futuro

Foi Erick Belfort, full stack developer na RC Comunicação, que levantou a bandeira sobre o futuro, na primeira palestra do evento. Para Erick, o futuro tem nome: Java. Mais precisamente, quando a palavra “isomórfico” acompanha esse nome. Basicamente, essa palavra significa a possibilidade de um framework ser executado tanto no cliente quanto no servidor. Algumas das vantagens: SEO amigável, maior velocidade no processamento do conteúdo HTML, e para o alívio de desenvolvedores, a manutenção do código é mais fácil. Com as inovações que a utilização do Java Script Isomórfico, as APIs ganham mais espaço e mais facilidade em suas execuções.

Na sequência, o futuro continuou a ser protagonista em palestras sobre apps mobile híbridas, a evolução do código front-end, e para fechar o primeiro dia, Henrique Moreira, CEO da Orizon e Gartic participou de uma dinâmica de desenvolvimento em tempo real, com o desenvolvimento de um app híbrido, com o time que criou o BuracoON e TrucoON.

Um dia de prática

O segundo dia do Developers Week BH já começou com a demonstração prática, através de live code, da utilização dos principais recursos da API do Mercado Livre. Enquanto Nicolas Coniglio e Bruno Elia comandavam os códigos, os participantes do evento acompanhavam o processo em seus próprios dispositivos móveis, confirmando as ações que eram praticadas no palco. Uma verdadeira aula sobre APIs.

No meio da tarde, foi hora de falar de práticas ruins. Elas existem, e foram abordadas  por Carlos Eduardo Santiago. Ao palestrar sobre desenvolvimento inseguro a partir de exemplos e cases práticos, a plateia foi à loucura quando Carlos Eduardo demonstrou ao vivo uma falha de sistema. Basicamente, ele demonstrou sobre a facilidade encontrada na hora de hackear um software para exemplificar sobre a importância de dar atenção à segurança da informação.

A demanda aos desenvolvedores e profissionais em geral é tão alta, que muitas vezes a segurança (que é algo que, se não for bem cuidada, poderá desperdiçar um trabalho considerável) é falha mesmo em empresas de grande porte. Até aí é aceitável. O que não é aceitável é que profissionais desenvolvedores, analistas, e qualquer pessoa envolvida com a internet, não dê a atenção devida a esse assunto.

Algumas dicas para ficar seguro:

– Checklist. Simples, fácil e aplicável a qualquer tipo de negócio. Mas tem que praticar!

– Uma injeção em sua Sprint. O desenvolvedor nunca tem tempo. São tantas melhorias, tantas demandas de última hora… A dica é que as equipes se unam para diariamente, inserir uma prática que seja em prol da segurança de tudo o que está sendo produzido.

– Modelagem de ameaça. Qual seria o pior cenário de falta de segurança para a sua empresa? Liste os possíveis males e comece a planejar maneiras de se proteger contra eles.

Para trazer um pouco de marketing e negócios para o evento, Daniel Fonseca, que é diretor de produto e inovação do Moip, revelou algumas das mudanças previstas para a ferramenta de pagamento que já é muito utilizada por ecommerces, principalmente. Na busca pela experiência perfeita, o usuário revela suas necessidades, e as empresas devem se adaptar. No caso do Moip, a saída foi reescrever todas as suas APIs de modo que não só desenvolvedores conseguissem ter acesso às principais informações contidas nessa documentação, mas também, todos os profissionais envolvidos no processo.

Outra tendência indicada por Daniel: o trabalho que as empresas devem fazer para integrar o online com o off-line. Como muitas empresas não tem condições de construir grandes aplicações online, existe bastante desse movimento de manter conteúdos online para vendas que só serão convertidas no off-line.

Testes e a cultura empresarial

Um assunto que levantou bastante debate durante o evento foi o de ter ou não rotinas de testes estabelecidas. Para falar sobre isso, Pedro Chaves, desenvolvedor de software na Planet Expat, trouxe algumas práticas sobre como os testes devem ser:

Rápidos, independentes, ter foco, evitar interação com serviços externos (HTTP ou banco de dados, por exemplo).

Uma dica para conseguir executar esses testes somente em ambiente interno, é utilizar o Selenium, que é um navegador que permite que o desenvolvedor possa testar suas aplicações livremente em uma interface amigável – para o desenvolvedor.

O único porém, é que dificilmente os desenvolvedores tem tempo para fazer tais testes. Pedro defende a metodologia de testes TDD (Test Driven Development), que segundo ele, garante melhorias da aplicação, garante que o código de fato atenda às suas especificações, evita a regressão de bugs, facilita a refatoração de código, e ainda é uma documentação extra – perfeita para novos profissionais que possam trabalhar com um mesmo projeto em tempos diferentes.

O tempo costuma ser o grande obstáculo para que as empresas possam aderir aos testes. Mas Pedro levantou uma questão importante! O tempo de escrever um teste, é igual ou menor ao tempo que se gastaria posteriormente para corrigir possíveis bugs. Pense nisso!

Inteligência e Produto Digital

O último dia do evento contou com a abertura e fechamento comandados por Bernard de Luna. O líder de produtos do iMasters deu uma aula sobre o funcionamento do processo de concepção, análise e execução do projeto do novo portal iMasters.

Dentre outros conteúdos interessantes não só a desenvolvedores, mas também a quaisquer profissionais envolvidos com projetos de marketing digital, Carolina Bigonha, co-founder da Zahpee, ferramenta de alto nível de monitoramento de redes sociais, também marcou os blocos de anotações de muitos dos participantes com dicas concisas sobre gerenciamento de tempo, de projetos, e de expectativas. Contando sua história e trajetória com sua equipe de empreendedores e desenvolvedores envolvidos com a Zahpee, deu exemplos práticos sobre as melhores maneiras de pensar em diferentes áreas de um negócio. Imperdível.

Foram três dias de muito aprendizado e troca. A KingHost é uma das mantenedoras do evento, e é recompensador ver o quanto e quão rápido se movimenta o mercado da tecnologia através de profissionais de alto nível, que organizam e participam de eventos como esse.

Ariadne Cercal

Ariadne Cercal

Formada em Marketing pelo Senac RS e com especialização em Marketing Digital pela FAE (Curitiba).
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